Detalhes do produto

  • Capa comum: 196 páginas

  • Editora: Createspace Independent Publishing Platform (30 de março de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 1517005590

  • ISBN-13: 978-1517005597

  • Dimensões do produto: 15,2 x 1,2 x 22,9 cm

  • Peso do produto: 381 g

Daqueles Além Marão

de Manuel Amaro Mendonça

"Para além do Marão, mandam os que lá estão", é uma máxima que não se pode contestar.
Gente dura, os transmontanos. São filhos da terra e das pedras: gerados sob o tórrido verão e embalados nas neves que coroam os montes e gelam as casas. Como o ferro bem temperado, das pedras herdaram a dureza e a força, e do sol o calor da simpatia e da lealdade.
Vamos conhecer camponeses, guardadores de cabras e até salteadores. Mas seja na vivência de uma das muitas lendas da região, nas dores do amor, ou nas agruras das invasões napoleónicas, é a sua tempera que vai sobressair e, tal como o azeite na água, assim eles se distinguirão dos restantes.
É deles que se fala neste livro, Daqueles Além Marão, que lá vivem, trabalham, riem e choram.

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Alguns excertos dos contos neste volume:

"Um casamento a maior parte das vezes não passa de umas palavras ditas sem convicção a um representante de Deus sem vocação. O meu não foi diferente. Henrique é um bruto egoísta e não quer saber de mim para nada... para ele sou apenas mais uma propriedade que ganhou quando fez o sacrifício de casar comigo."

Paula Sampaio e Mello in "Corrécio"

"Mantendo um olho na arma e o outro a vigiar o Xico, Zé recarregou a pistola com pólvora e colocou a esfera metálica que pressionou para o fundo do cano, várias vezes, com a vareta. Em seguida, testou o fecho de pederneira, várias vezes, para se certificar que não se repetia o acidente."

in "O Assalto"

"O outro dos homens, ergueu o que lhe pareceu um varapau, apontou-o e um pedaço da fraga saltou em estilhaços em simultâneo com o estampido da espingarda.
Percebendo o perigo que corria, Pedro atirou-se abaixo do penedo."

in "Petêmossour"

"Ouviam-se vozes alteradas vindas do interior e, no preciso momento que vai a passar em frente à porta, saiu um vulto «desgovernado». Chocaram violentamente e rolaram no chão, desamparados. Ato contínuo, saíram da taberna outros dois homens, furiosos, que se atiraram ao que o derrubara. Algumas pessoas assomaram às janelas e portas
para apreciarem o «espetáculo». O próprio taberneiro, um homem gordíssimo, de enormes mãos sapudas, ficou à porta a assistir, sorrindo e trincando calmamente um
palito."

in "Montês"

"Mataste a tua mãe de desgosto quando perdeste as terras, deixas a família passar fome, porque gastas tudo no jogo. Agora vais deixá-los sem teto? Valha-te Deus, lembra-te que a tua mulher está grávida e que tendes já um filho. Que queres fazer da vida, celerado?"

António Pereira, taberneiro in "Tudo Em Jogo"

"Um lobo, com os pelos do dorso eriçados, enfrentava-o a poucos metros. Conseguia ainda divisar o brilho dos olhos de mais uns quantos. Percebeu que a sua hora chegara. Mesmo que conseguisse salvar-se contra um deles, não tinha qualquer hipótese contra a alcateia. Involuntariamente, vendo os restantes quatro predadores abandonando as sombras, uma prece saiu espontânea dos seus lábios trementes"

in "Salvo"

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