2018, Mais um ano a chegou ao fim
Chegamos ao fim do ano de 2018, que trouxe mais umas reviravoltas a este mundo em que vivemos.
Nas linhas seguintes será apresentada uma relação de eventos de 2018 de Portugal e do mundo, que me pareceram importantes e alguns comentários, aos que me mereceram mais alguma atenção. Em seguida, farei um resumo dos factos mais relevantes para a minha carreira das letras, sendo que, ao contrário daquilo que eu previa, não foi possível fazer a edição de mais um livro este ano… talvez 2019 traga novidades.
CRONOLOGIA DO MUNDO EM 2018
Donald Trump assinalou um ano na presidência dos Estados Unidos da América e assinou a saída do país do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Num completo desprezo pelas instituições internacionais, o país mais poderoso do mundo (?) continua a abandonar protocolos e acordos assinados, alguns deles de sua própria iniciativa. A estratégia de isolamento e protecionismo do Estados Unidos está a tomar proporções complicadas e a anunciar uma guerra comercial que ninguém sabe como poderá terminar.
Num estranho incidente, diversos pacotes suspeitos com explosivos são enviados simultaneamente para líderes do partido Democrata nos Estados Unidos, entre eles, o ex-presidente Barack Obama, a ex-primeira-dama Hillary Clinton e a rede de TV CNN, além de congressistas e personalidades
O Reino Unido e o seu BREXIT mantiveram durante todo o ano uma dança de aproximação e afastamento e Theresa May começa a ver-se numa situação complicada para levar até ao fim o seu intento. A sua própria bancada ameaça não aceitar as negociações com a União Europeia, pois não concorda com um “mau acordo” e, com a libra a descer diariamente, a primeira ministra tem um prazo cada vez mais curto. Não é surpresa para ninguém que os ingleses sempre quiseram a parte boa de qualquer negócio e esperavam que a UE se “atirasse para o chão” a implorar que não saísse e a oferecer tudo o que eles quisessem. A desilusão é grande e os britânicos vêem-se sem um plano B que possa “salvar a face”. Na minha modesta opinião, um resultado de 51,9% dos votos, diante de 48,1% não deveria ser vinculativo e houve muito descontente que achou que iria dar uma lição, ao votar contra e outros fizeram-no sem perceberem muito bem as implicações. O resto, foi aproveitamento político de umas quantas figuras menores, para chegar à ribalta, embora alguns não tenham suportado o peso da responsabilidade e se sentissem esmagados pela enormidade do seu feito.
O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-Un comprometem-se a assinar um acordo de paz para encerrar oficialmente a Guerra da Coreia, iniciada em 1950
Este ano assinalou-se também o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, um dos mais sangrentos conflitos da história.
Em junho de 2018, é finalmente autorizado às mulheres conduzir automóveis na Arábia Saudita. A mentalidade medieval demora a ser deixada para trás.
No Brasil, o clima altamente instável, desde a impugnação de Dilma Rousseff e governação interina de Michel Temer e prisão do ex-presidente Lula da Silva, termina com a surpreendente eleição do polémico candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro.
Um incêndio de grandes proporções atingiu os três andares do prédio do Museu Nacional do Brasil, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. Com ele desaparecem peças únicas e de valor incalculável para a história do Brasil e de Portugal.
Nos Estados Unidos, a fricção entre os adeptos do fim do livre acesso às armas e o poder da industria do armamento, continua sem fim à vista e entretanto os assassinatos múltiplos mantêm-se sem controlo: 14 de fevereiro — Um jovem chamado Nikolas Cruz entra armado num cólegio de Parkland, Flórida e deixa 17 mortos e 15 feridos, 27 de outubro — Um atirador identificado como Robert Bowers invade uma sinagoga em Pittsburgh, na Pensilvânia, e dispara deixando 11 mortos e 4 feridos, 7 de novembro — Um atirador invade uma festa de universitários em Thousand Oaks, na Califórnia, e deixa 12 mortos.
A incúria, ou simplesmente incompetência, causam acidentes aqui e ali: A Ponte Morandi, em Gênova na Itália, cai e causa 43 mortes, em Borba, Portugal, uma estrada que devia há muito estar encerrada, cedeu e arrastou para a morte cinco pessoas, em São Paulo, o viaduto da Marginal Pinheiros cedeu próximo à Ponte do Jaguaré e causou alguns feridos… podia ter sido bem pior.
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| Derrocada de estrada em Borba |
No nosso “jardim à beira mar plantado” começamos o ano de 2018 com uma vaga de frio que chegou a atingir os sete graus negativos em Carrazeda de Ansiães (para os distraídos da geografia, Carrazeda de Ansiães fica no distrito de Bragança) (para os outros que também não sabem e não percebem nada de geografia, o distrito de Bragança é aquele cantinho, da parte superior direita, no mapa de Portugal)
O Festival Eurovisão da Canção foi finalmente realizado em Portugal, na sequência da vitória obtida no anterior, por Salvador Sobral. Apesar do feito conseguido pelo cantor português, há muito que a minha credulidade na imparcialidade deste festival estava ferida de morte, por perceber que, muitas das vitórias, não têm praticamente nada que ver com a qualidade da canção, ou mesmo do intérprete. Isto, no ponto de vista do meu (duvidoso) bom gosto, nem vamos falar nos conhecimentos técnico-musicais, porque aí, de certeza que haverá uns quantos entendidos (leia-se especialistas) a chamar-me mentecapto, ignorante ou coisas piores. Diga-se de passagem que a vencedora da edição de 2018 não me convenceu que não havia nada um bocadinho melhor. Para não cometer o erro de comparar a canção vencedora com as outras, já há muito que não vejo este festival e limito-me a um interesse relativo em saber quem ganhou.
Agora o tema preferido da maioria dos portugueses… futebol… ou melhor, não falo do desporto em si, mas das coisas que existem nos bastidores e que, à semelhança do leite em ebulição, por vezes ferve demais e transborda. Depois de uma presidência, no mínimo polémica, Bruno de Carvalho sai em desgraça do cargo após um acontecimento que envergonha Portugal e os portugueses: A invasão da academia de Alcochete e agressão dos jogadores e do treinador do Sporting. Pelos vistos, para o ex-presidente, “o crime é uma coisa do dia-a-dia e temos mais é que nos habituar”… puseram-no na rua… eles, do Sporting, a polícia foi busca-lo depois, para juntar a uns vinte e tal energúmenos que congeminaram e executaram a façanha.
Em vão se procuram culpados para os acontecimentos e se “atiram pedras” aos SIRESP, à proteção civil e aos “amadores” dos bombeiros. Acho que o que falta mesmo no meio disto tudo é alguém que governe realmente toda esta manta de retalhos que, à semelhança de muitas outras coisas neste belo país, funciona muito bem por iniciativa local, que até é mais barato. O problema é quando se começa a entrar nas “quintas” geridas por outros e a fricção é demasiada. Na voz da Liga dos Bombeiros Portugueses, o financiamento do estado é ridículo, tendo em conta que eles (bombeiros), realizam 98% da atividade de proteção cívil. Eventualmente até terão alguma razão… Parece haver alguma preocupação da parte do governo em mudar as coisas e olhar para os bombeiros como uma força de socorro sempre necessária e não como alguém que se chama quando a “mata está a arder”… a aposta nas unidades profissionais é uma boa medida… pelo menos até que comece a haver desinvestimento, ou as célebres cativações.
Como nota triste, assinale-se que, neste momento, nos últimos dias do ano de 2018, ainda há pessoas sem casa, vítimas dos incêndios do ano passado, à mistura com os escândalos da subversão no uso dos dinheiros atribuídos pelo estado e beneméritos.
Os acidentes rodoviários continuam a ser uma das principais causas de morte e 2018 já se tornou o ano com maior número de mortes de sempre, foram mais de 100.000 acidentes. Seja pelo excesso de velocidade, seja pela má qualidade das estradas ou dos condutores, é uma loucura a quantidade de vidas que se perdem neste flagelo. Todos os anos se falam das “operação” isto e “operação” daquilo, mas a presença policial não é realmente visível, pelo menos pelas autoestradas que normalmente frequento. As multas, lá vão aparecendo, eu sei que não sou dos mais respeitadores em termos de velocidade, mas a “forte presença policial” na maior parte das vezes, cinge-se às “emboscadas” aos automobilistas, com radares escondidos nos locais onde sabem que acontecem as distrações.
O anos de 2018 tem sido forte em greves, com mais ou menos impacto. Os transportes, são principalmente os “cliente” do costume, mas também os professores, que exigem aquilo que lhes foi prometido… quem não pode, não promete, lá diz o ditado, lembram-se das 35 horas? Alguém se esqueceu que, se há gente a trabalhar menos horas e queremos manter, ou melhorar, o serviço, é preciso meter mais pessoal, ou pagar horas extra. O problema é quando os funcionários fazem greve ao trabalho extraordinário. Outro caso é o dos estivadores, o direito à greve que lhes assiste, causa problemas a quase toda a (pouca) industria exportadora portuguesa, uma vez mais, um problema difícil de perceber: pessoas a trabalhar anos a fio, com contratos de um dia?!? Não me venham dizer que os sucessivos governos não sabem disto. Se um funcionário é contratado todos os dias, durante vários anos, quer dizer que não é um eventual e não pode ser tratado como tal. Onde estão os defensores dos direitos dos trabalhadores na assembleia da republica? Parece-me que estas reivindicações só vêm para a “ordem do dia” quando interessa. Ao fim e ao cabo, a nossa extrema esquerda está finalmente domesticada e passaram os tempos das épicas indignações da Catarina Martins, que agora está muito mais seleta. Será que cheira a “cadeira” no poder? O único que continua fiel a si próprio é o camarada Jerónimo de Sousa. Sabe bem que “o dia do favor é a véspera da ingratidão” e se alinhou nesta, carinhosamente chamada geringonça, é porque “a direita tem que ser derrotada a qualquer custo”, mesmo sacrificando a própria credibilidade e eleitorado.
Os “coletes amarelos”foram outra novidade, neste ano que termina. Os levantamentos que aconteceram em vários pontos da França, quase podiam ser chamados de motins, uma vez que terminavam em vandalismo e confrontos com a polícia. Por toda a razão que se possa ter, não creio que a destruição da propriedade privada e as cenas de guerra com a polícia resolvam verdadeiramente os problemas, mas há imensos contestatários que acham ser essa a única forma de serem ouvidos. Quando tentaram “importar” a moda para Portugal, deu no que deu. Que se pode esperar de um povo onde há uma abstenção superior a 60% nos atos eleitorais? Não apareceu quase ninguém: uns com receio das eventuais repressões policiais, outros não se queriam associar aos possíveis desacatos ou prevaricadores, mas a grande maioria, por não estarem mesmo para se incomodar. Se não partiram tudo, como aconteceu na Grécia, quando começou o “brutal aumento de impostos”, porque é que o iriam fazer agora, quando o primeiro ministro diz que está tudo bem?
Não vou nem comentar as “desgraças” que vêm acontecendo na justiça com eventuais desaparecimentos de processos que deveriam estar resolvidos há muito e justamente agora que foram efectuadas mudanças nas estruturas judiciais, relacionadas com eles. Palpita-me que vêm para aí um conjunto de absolvições por “falta de provas” ou nulidades por “erros de processo”. Ainda bem que eu não percebo nada de justiça e muito menos de política.
CRONOLOGIA PESSOAL DE 2018
Mas relativamente à minha paixão pelas letras, que é realmente o fundamento desta minha, já longa, publicação, o ano não foi tão produtivo como poderia ser…
Logo no início de janeiro, iniciei a publicação de um conto, no blogue Correio do Porto, sob a forma de fascículos semanais. Intitulava-se “Na Pele do Lobo” e a história tratava um acontecimento imaginário, ocorrido num convento perdido na serra do Gerês, em plena idade média. Durante cinco semanas, a trama foi sendo desenrolada e prendendo a atenção dos leitores. Foi uma pequena experiência no capítulo da literatura fantástica, que penso ter sido bem sucedida. Poderá rever todos os capítulos, clicando na imagem do conto.

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| Fascículos “Na Pele do Lobo” neste blogue |
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| Capítulos “Uma Casa nas Ruas” neste blogue |
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| Nova parceria “Divulga Escritor” |
Em junho, saiu o número quatro da revista “SG Magazine” do meu amigo Isidro Sousa que, como de costume, publicou um dos meus contos.
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| SG Magazine número 4 |
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| (Setembro) SG Magazine número 5 |
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| (Setembro) Tralhariz-Fonte de Inspiração |
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| (Novembro) Divulga Escritor nº 37 |
Também em outubro, tive a grata surpresa de ser informado que o meu conto “Para um Bem Maior“, foi escolhido, entre mais de 140 participantes, para ser publicado na revista Bang, da Editora Saída de Emergência.
Sem mais assuntos a partilhar com vocês, despeço-me, esperando não ter sido demasiado maçador.
Resta-me desejar a todos um bom ano de 2019, cheio de alegria e felicidade e, claro, boas leituras.

























