Angústia

January 23, 2004

 

 


Não é possível descrever a angustia,

 

Do querer e não poder ter.

 

A dor do rasgar da Alma porque,

 

Ao fincar o pé não me deixo arrastar.

 

A consciência é o flagelo que Deus nos deixou,

 

O coração, o instrumento enganador que bate quando não deve.

 

E a Alma…

 

A Alma sofre com a antítese constante dos dois.

 

Mas não é por isso que tudo passa.

 

Não é pela consciência nos flagelar,

 

Que o coração deixa de se partir

 

E a nossa mente voa perdida.

 

Também eu vagueio pelas recordações,

 

Suspirando à mais pequena memória tua.

 

Sinto o coração saltar,

 

De cada vez que o telemóvel dá mensagem.

 

A minha respiração sustém-se,

 

Cada vez que te vejo ou ouço.

 

As musicas doem ao ouvir porque,

 

Cada lamento é de uma alma gémea,

 

Que sentiu e sabe o que eu sinto.

 

Resta sonhar durante o tempo que resta,

 

Esperar que passe o tempo que não passa,

 

Desejar o que não devo desejar

 

E pedir a Deus o que não devo ter.

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