Praia Deserta

Dei por mim na praia deserta. A areia cor de chumbo contrasta com a brancura dos meus pés e o céu, incandescente é ferro em brasa a perder de vista sobre o mar escuro e de marulhar suave. Estou de regresso ao meu mundo… Ao meu refúgio, mundo solitário e frio qual limbo entre dimensões. Os restos das últimas fogueiras ainda ali estavam, o mar, constante, não limpou os restos carbonizados das parcas fontes de calor da minha última visita. O mar está calmo, mas o braseiro do céu parece crepitar com as nuvens escuras correndo velozes sobre vermelho… Avizinha-se tempestade. Não tarda o mar irá alterar-se, do céu cairão raios e trovões ensurdecedores acompanhados de chuva grossa e copiosa. Uma vez

Esperança

Luís olhou demoradamente a chave que tinha na mão, quando já estava em frente à porta. Depois de tudo o que se tinha passado, continuava a conservar aquela chave. Ao utilizá-la, acederia a um mundo que deveria estar esquecido e ao qual ele não pertencia. Por uns segundos, considerou dar a volta e ir embora desaparecendo para sempre daquela situação. Deitando o pensamento para trás, rodou a chave na fechadura e abriu a porta que cedeu sem dificuldade. O hall do apartamento encontrava-se na penumbra e com a mão direita tateou, conhecedor, o botão que acendeu as luzes. Percorreu com o olhar a sala, o sofá que lhe trazia tantas recordações… e apenas tinham passado três meses desde que estivera a

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